quinta-feira, 20 de junho de 2013

CRÔNICA AVESTRUZ

  TEXTO TRABALHADO NA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM




Avestruz
Mário Prata

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou fazer o quê? Mora em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto. Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.

E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.

Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé.

Sacanagem, Senhor!

Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo.

Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.

Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu  corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando  depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!

Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes  correndo pela sala do apartamento.

Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.
Não sabia mais o que fazer.

Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, Inclusive  pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo.

Máquina  digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente,  chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.

Parece que convenci o garoto. Me  telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.



Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

situação de aprendizagem

No curso presencial fizemos as seguintes atividades: 

público alvo: 7 ano

duração: 8 aulas

ANÁLISE DO TEXTO
o que  titulo sugere  a vocês 

leitura silenciosa

leitura em voz alta feita pelo professor 


qual o tempo verbal do texto ?


descreva o ambiente citado no texto?


utilização da internet para pesquisar sobre a vida dos autores


produção de um texto com o tema MINHA FESTA DE ANIVERSÁRIO.









TEXTO: PAUSA , DE MOACYR SCLIAR, POR SUZETE

situação de aprendizagem

Olá pessoal eu e meu grupo trabalhamos no curso presencial com o texto um presente para você da Clarice Lispector ai vai o texto.















Um presente para Vocês
Clarice Lispector
E para mim também. Não sei se algum leitor se lembra de um texto meu, de 14 de novembro de 1970, em que eu convidava Carlos Drummond de Andrade a visitar esta coluna, dando-me um poema seu. E que a remuneração seria, é claro, para ele. Pois não é que Drummond aceitou? Mas não quer remuneração: é flor dada.
E é hoje mesmo que seu poema vem nos visitar, aqui, nesta mesma seção: cuida assim no mesmo dia da sua coluna e cuida da minha, cavalheiro que ajuda a dama a descer do cavalo.
Há uma semana minha casa está em polvorosa. Tudo para preparar a chegada do poema de um poeta que vocês e eu amamos, o maior poeta do Brasil de todos os tempos. Mandei 15 faxineiros virem fazer rebrilhar minha casa, o chão está nos espelhando. Tirei os cristais guardados a mil chaves, fi-los refulgir e tilintar para receber gélido champanha. Mandei buscar da Escócia um uísque, mas acho que o poeta não é de beber. Fui então no Instituto do Café para eles me darem café tipo exportação, esse café que é brasileiro e que no entanto só se toma bem na Itália. Os 30 lustres da sala estão todos nervosos e assanhados de tantos flexos e reflexos e disflexos e tantas reverberações, brilhações e fulgurações, e résteas e raios, e doidos pingentes trêmulos da mais alvoroçada claridade – tudo iluminado, nada de pouca luz para recebermos o poema. As vidraças estão tão transparentes de limpas que a gente até pode se enganar e atravessá-las.
E as flores? Todas as jarras da casa estão transbordando de flores, montões de cravos vermelhos com corolas arrebitadas, botões entreabertos de dúzias de rosas brancas e amarelas, e outras tão vermelhas, das graúdas e quase comíveis. Mandei plantar depressa um jasmineiro-trepadeira nas paredes do terraço, já com jasmim mas de perfume suave, só um pouco inebriante. Também mandei plantar no canto da sala uma moita de avencas fresquíssimas que se dobram sobre elas próprias em verdes curvas de suas milhares de folhinhas de samambaias, moita que dá vontade de se pôr o rosto dentro dela e receber em cheio o seu sensual agreste. Escolhi os eucaliptos os mais altos, e eles ultrapassam o teto que mandei abrir para que as estrelas da noite escura pisquem sobre nós. Sei que vocês estavam esperando receber a visita sábado de manhã. Mas na verdade hoje é noite e apesar da lua cheia o resto do céu é escuro de uma pessoa se perder com delícia no seu alto negrume.
E que roupa usar? Uma túnica branca, não em sinal de pureza que não tenho, mas porque a túnica branca é bonito. Lamentei ter cortado meus cabelos mas já era tarde, não dava tempo de mandá-los crescer.
E eis-me sentada no sofá, esperando. Cada minuto que passa, ele não vem. Temo que à última hora o poeta escolha melhor guarita para seu poema. Embora eu acho que nós, leitores meus e eu, temos feito desta seção o melhor possível, começo a nos acusar da coluna ser desigual, às vezes bem fraca, mas o poeta sabe que quem escreve com frequência e dia  certo é desigual. Será que ele escolheu a coluna de Carlinhos de Oliveira?
Mas tocam a campainha da porta. É o poeta que nos visita e me visita. Ei-lo:


O DEUS DE CADA HOMEM
Quando digo “meu Deus”
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.

Quando digo “meu Deus”
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.

Quando digo “meu Deus”
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.

Quando digo “meu Deus”
choro minha ansiedade.
Não sei fazer dele
na microeternidade.

- CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
- 16 de janeiro de 1971

LISPECTOR, Clarice. “Um presente para vocês...” In: Clarice na cabeceira: jornalismo. NUNES, Aparecida Maria (Organização e apresentações) Rio de Janeiro: Rocco, 2012. pp. 134-137.









segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ética na Internet

Os 10 mandamentos

do Instituto da Ética da Internet

  1. Não deverá utilizar o computador para prejudicar terceiros. 
  2. Não deverá interferir com o trabalho informático de terceiros.
  3. Não deverá vasculhar os arquivos informáticos de terceiros.
  4. Não deverá utilizar o computador para roubar.
  5. Não deverá utilizar o computador para prestar falsos testemunhos.
  6. Não deverá utilizar ou copiar software pelo qual não pagou.
  7. Não deverá utilizar os recursos informáticos de terceiros sem autorização.
  8. Não deverá apropriar-se do trabalho intelectual de terceiros.
  9. Deverá pensar nas consequências sociais daquilo que escreve.
  10. Deverá utilizar o computador com respeito e consideração por terceiros. 

domingo, 9 de junho de 2013

Linda animação sobre o prazer que a leitura pode despertar! Divirtam-se!

SINOPSE: Esta é a história de Meena, uma garota que simplesmente odiava os livros. Mas ela não conseguia ficar longe deles, porque em sua casa eles estavam por toda parte: nos armários da cozinha, nas gavetas, nas mesas, nos guarda-roupas e nas cômodas. Estavam também sobre o sofá, alguns entulhados na banheira e outros empilhados nas cadeiras.
Mas um dia o gatinho de Meena derrubou uma pilha enorme de livros infantis. Abertas pela primeira vez, as páginas dos livros libertaram os personagens e animais das histórias, que invadiram a sala, fazendo uma grande bagunça. Esse acontecimento mágico fez Meena viajar pelo fantástico mundo da literatura. É um trabalho bastante interessante que reforça a importância da leitura no crescimento individual.



Assista ao vídeo!



sábado, 8 de junho de 2013

HOJE ESTOU LUA NOVA


Introspecção – Libertação d’alma.


Às vezes sinto-me como o raio do sol, fugaz, libertando calor pelos poros, irradiando luz. Neste momento minha mente é liberta, então:
Vejo sofrimento, mas não enxergo a dor,
Vejo miséria, mas não enxergo a fome,
Vejo gravidez, mas não enxergo a rejeição,
Vejo a criança, mas não enxergo a fragilidade,
Vejo a chuva, mas não enxergo a enchente
Vejo o sol, mas não enxergo a seca,
Vejo moeda, mas não enxergo a corrupção,
Vejo a bebida, mas não enxergo a violência,

Às vezes sinto-me como lua nova, escura, sombria, introspectiva, voltando o pensamento para os olhos da alma. Nesse momento minha mente é reflexa,então:
Vejo olhos; enxergo lágrimas,
Vejo lábios; enxergo sorriso,
Vejo sombras; enxergo formas,
Vejo silencio; enxergo mente,            
Vejo mãos; enxergo aceno
Vejo pés; enxergo pegadas,
Vejo coração; enxergo amor,
Vejo homens; enxergo DEUS.

Como Sol ou como Lua, tenho fases, faces. Nestes momentos busco o CRIADOR para que ao vê-lo eu me enxergue.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

relato de leitura

A leitura para mim é algo fascinante lendo viajo para lugares que jamais imaginei quando criança morava em um sitio  e todos os dias me sentava embaixo de uma árvore para ler e sonhar , me lembro que gostava muito do gênero você decide onde o leitor é que  escolhe  o final .



Meu perfil

Olá pessoal eu sou a Vania professora do ensino fundamental  em Osvaldo Cruz para mim ser professora significa estar colaborando com o futuro de alguém, apesar da dificuldades que as vezes enfrentamos como em qualquer profissão  sou feliz e acredito em mundo melhor através da educação .
O nosso conhecimento é algo que ninguém  pode nos tirar leia maissssssss....
Olá, "meninas"!

Navegando pelo youtube, encontrei este documento de leitura de Rubem Alves. Gostei, achei interessante e gostaria de compartilhá-lo com as demais colegas do blog. Rubem Alves com suas belas e sábias colocações nos diz que a leitura deve ser prazerosa, temos que sentir a leitura. Na concepção dele, leitura não é hábito, leitura é prazer. 

A leitura nos faz entrar no mundo da alienação porque quando se lê, o leitor se aliena, vai para outro mundo e lá no outro mundo, somos capazes de escrever um livro. Neste depoimento, ele nos fala também que a educação se resume em duas coisas: caixa de ferramentas e uma caixa de brinquedos. Parte da educação é ensinar a ferramenta. 

Parte da educação tem que ser aprendida com os brinquedos porque os brinquedos nos dão prazer. O aprendizado das ferramentas nos dá competências, mas a caixa de brinquedos mexe, muda a nossa vida. A ferramenta não muda ninguém, mas o brinquedo muda. 

Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Vivaldi, Drummond, Jorge Amado e tantos outros são brinquedos. Concluindo, temos que ensinar nossos alunos a lerem mais, mostrar a eles esta caixa de brinquedos que transforma e dá prazer que são os livros. O nome do vídeo é: Encontro com Rubem Alves. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O QUE ME FAZ FELIZ.

Ter alguém prá conversar fiado.
E não me cobre preço algum por isso.

Jogar palavras ao vento ,
E que não precise recolhê-las em tempos de ventania.

Alguém que me aqueça em meus invernos,
E a quem eu aqueça em meus verões.
Juntos nos abriguemos em nossos outonos,
e floresçamos em nossas primaveras.

Cultivar flores para que eu embeleze e perfume outras existências.

Seja ouvidos para uma mente falante.
Que em momentos meus,leia meus olhos
Para entender minha alma.

Poder contemplar a noite com a certeza da existência do dia que nascerá.

Às vezes quebrar as amarras para que EU permaneça inteira.

Conhecer –me para entender o próximo.

Pisar na areia deixando caminhos e não apenas marcas.

Ter a liberdade de um pássaro que vislumbra horizontes,mas mantém o ninho.

SUELI RACANELLI / 11 DE MARÇO DE 2010.

Viajar pela leitura

A minha experiência com a leitura vem desde a infância.  Com poucos brinquedos, adorava pegar livros na biblioteca da escola.

Existem alguns livros que marcam a nossa vida, e na época da minha adolescência gostava muito da sessão Vagalume; uma linguagem jovem e divertida.



Com o passar do tempo fiquei apaixonada pela poesia, tanto na leitura quanto na escrita, pois acho que através dela consigo expressar os meus sentimentos, dizer aquilo que realmente tenho vontade






Viajar pela leitura
 Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
não é mesmo!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça na imaginação . 

Vânia Magnanani

Depoimento de experiência de Leitura por Sônia Maria de Paula

Eu adorei os depoimentos de leitura. Eles me fizeram lembrar coisas das quais eu já havia me  esquecido. 










Fui alfabetizada com a cartilha Caminho Suave, minha primeira professora foi a Dona Clarinha.



Comecei a gostar de ler com os livros da Série Vagalume.  O primeiro  livro  foi A Ilha Perdida. Fiquei encantada com as aventuras dos meninos na ilha.









Depois vieram outros: Menino de Asas, O Seminarista, Zezinho o dono da Porquinha Preta, Amor de Perdição, dentre vários  outros que também tenho ótimas lembranças.

Gosto muito deste poema. O autor utiliza palavras que fazem parte do cotidiano para explicar o que é leitura e que a leitura está presente no nosso dia a dia. A leitura está em tudo e em todos!
Poema "Aula de leitura"


Ricardo Azevedo
Escritor e ilustrador paulista nascido em 1949, é autor de mais cem livros para crianças e jovens

A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender:
vai ler nas folhas do chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é à toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pelo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;

e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,

e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.

Poema extraído do livro: AZEVEDO, Ricardo. Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática,1999.

Meu relato de leitura e escrita.



Acredito que a minha experiência com leitura  não difere tanto assim. Minha leitura era realizada em livros de pesquisa, que meu pai comprava. 

Para ele, estudar um filho era fundamental e obrigatório a todos os filhos. Muito curiosa e sem respostas em casa, folheava aquilo com prazer. Outra fonte era revistas e HQs que sempre alguém trazia para casa.
Porém a minha lembrança mais prazerosa foi na Universidade: Professor Emílio Sampaio (Lit. Port.), adentrou a sala no seu primeiro dia conosco recitando Camões: 

O Amor é fogo que arde sem se ver. A sala emudeceu olhos atentos o acompanhavam e ao final: palmas, palmas e mais palmas. Inesquecível.

A escrita teve fatos mais marcantes. Lembro-me da primeira série em que ao escrever o cabeçalho, mudava o ano e não apenas o dia. Dona Leila, boníssima, com toda calma orientou como deveria ser feito.
DEPOIMENTO DE LEITURA E ESCRITA 

LER É NECESSÁRIO 



   Falar da leitura é falar da escrita, é falar de vida e falar dos tantos livros que temos contatos, desde o inicio da nossa aprendizagem aos dias atuais.
   No início da minha aprendizagem, morava na zona rural e quando iniciei minha aprendizagem não tive muito contato com os livros, pois minha escola não tinha nem biblioteca. Tudo que pude aprender nesse percurso foi o que a professora me ensinava através de cada letra para que eu pudesse quando tivesse contato com o livro fazer a leitura. Meu primeiro contato com a leitura foi através dos Contos de Fadas, lidos pela professora Nancy. 
   Quando começamos a desvendar o mundo da leitura, líamos os livrinhos de contos de fadas que ela levava para a sala de aula.
   Cada vez mais eu ia aprendendo a ler e a escrever. Eram maravilhosas as descobertas e viagens realizadas através da leitura. Com o tempo, fui percebendo que era através da leitura e da escrita que meus conhecimentos iam se enriquecendo cada vez mais. Fui percebendo também que a prática da leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos e sim em ter a capacidade de entender, compreender e interpretar aquilo que eu estava lendo.        
   Percebi que meus olhos faziam a leitura de interação, me aguçava em buscar os sentidos das palavras, o que fazia da leitura algo satisfatório e prazeroso.
   A partir dessa sede de leitura pude refletir o meu relacionamento com cada texto, pude adquirir um conhecimento prévio e crítico sobre o que eu lia. Com a leitura eram despertados vários sentimentos: a emoção, expectativas, medo, alegria, curiosidade...
   Vários livros marcaram minha trajetória escolar, dentre eles: Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela, Zezinho, o Dono da Porquinha Preta, Meu Pé de Laranja Lima, Éramos Seis, Feliz Ano Velho, Helena, Senhora, O cortiço, Amor de perdição, Amor de Salvação, Capitães de Areia, O Primo Basílio, A cidade e as Serras, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Vidas Secas.  Vou destacar o último romance: Vidas Secas, de Graciliano Ramos que li no 3º colegial. A professora pediu para que fizéssemos a leitura desse livro em grupos e depois cada grupo apresentava uma parte do romance.
   Podia apresentar em forma de cartazes, resumos ou teatro. Nossa professora Zenaide gostava de explorar bastante o teatro. Nosso grupo encenou a parte que o papagaio foi morto para saciar a fome da família. Na época, eu tinha um papagaio que eu adorava. Esta parte mexeu bastante comigo porque eu fiquei imaginando se fosse o meu papagaio, eu não iria deixar matá-lo jamais. Foi muito legal esta atividade. Hoje me recordo deste romance quando trabalhamos na 3ª série do Ensino Médio este romance. 
  Eu procuro trabalhar de forma bem criativa para que os meus alunos sintam o mesmo prazer pela leitura como eu senti e para eles perceberem que a literatura retrata a realidade. E esse livro é como se a gente estivesse dentro da história, sentindo todos os sofrimentos, tristezas e angústias que aquela família de retirantes vivia.
   Lembro-me que diversas vezes chorei com passagens da história, ao retratar esta família de retirantes do Sertão que era condicionada a uma vida sub humana diante dos problemas sociais como a seca, a pobreza e a fome. Isso mexia demais comigo porque meu pai veio do Nordeste, do Piauí para Lucélia, São Paulo devido à seca e à miséria do lugar que ele mora
   Ele nos contava sempre tudo o que ele viveu lá e eu relacionava tudo que ele nos contava quando éramos crianças com a leitura deste romance de Graciliano Ramos. Foi marcante este romance para a minha experiência de leitura

   Neste curso: Melhor Ensino, Melhor Gestão, depois de ler e refletir sobre os depoimentos de pessoas ilustres, como Marilena Chauí, Danuza Leão, Newton Mesquita, Assa Verônica Mautner, Contardo Calligaris, J.C.Violla, Nina Horta, Antônio Cândido, Moacyr Scliar, Rubem Alves e Fábio de Paula Xavier Marchioro, me identifiquei mais com o psicanalista, educador, escritor e teólogo Rubens Alves, pela sua maneira de colocar como as pessoas deveriam fazer com os escritores, devorando-os através da leitura de suas obras, pois somos o que somos pelo que devoramos. Ele cita: “ Sou o que sou pelos escritores que devorei.”
   Nossa missão é muito grande: temos que ensinar nossos alunos a devorar os livros para que eles encontrem na leitura o prazer em desvendar os mistérios que há nas entrelinhas de cada livro, de cada texto que entramos em contato no nosso cotidiano. Desta forma, a escrita será cada vez mais aperfeiçoada e a construção do conhecimento acontecerá de forma significativa. 

Perfil dos Redatores.



 SÔNIA  CRISTINA VAINE  IDEAHA / Pacaembu-SP
Eu sou Sônia Cristina Vaine Idehara, moro na cidade de Pacaembu, estou atuando na Educação apenas há três meses. Estou com muita dificuldade de relacionar com a profissão, pois atuava em área  muito diferente da Educação. Sou uma pessoa muito ansiosa, mas estou tentando me aperfeiçoar com o novo trabalho.

SONIA MARIA DE PAULA / Irapuru-SP
                                                                                                                  
 Olá!Meu nome  é Sônia Maria de Paula, moro na cidade de Irapuru,Estado de São Paulo,leciono na Escola Estadual Professor José Edson Moysés. Minha escola faz parte da diretoria Regional de Adamantina. Nasci em Irapuru em 03/07/65. Trabalho como professora de Língua Portuguesa desde de 2002, adoro o que faço,sou uma pessoa muito fácil de conviver.Tenho dificuldades de falar de  assuntos particulares.

SUELI APARECIDA RACANELLI DA SILVA /Paulicéia-SP
Sou Sueli Racanelli, atualmente leciono na Escola Orlando Guirado Braga/Paulicéia /SP. Formei-me pela UEMS/Nova Andradina/MS. Estou na estrada há 17 anos e acredito, ainda, que a informação transformada em conhecimento, é uma chance que temos de contribuir com o nosso entorno. 

Adoro aprender, leio os mais diversos temas e gêneros,estou em constante participação em cursos de aperfeiçoamento e para desestressar um pouco - dançar. Gosto muito de EAD, pela praticidade de horário e  pela autonomia que proporciona. 


SUZETE RODRIGUES DA COSTA SILVA / Paulicéia-SP

Olá! Sou professora de Português e Inglês da Escola Orlando Guirado Braga, em Paulicéia, S.P, a mesma escola que estudei desde as séries iniciais até a conclusão do Ensino Médio, na época, segundo grau. Estudei o Ensino Superior na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Dracena, S.P,  fiz pós graduação na área de Lingüística, na UFMS, em Três Lagoas.  

Gosto muito da minha profissão. Estou na rede pública há 23 anos. Já fiz vários cursos na área de Língua Portuguesa, "quase todos oferecidas pela CENP", as orientações na área de Inglês e Português sempre tenho participado também. Fui multiplicadora da oficina Liter@rte, na DE de Adamantina, aliás foi uma experiência muito boa e gratificante para mim, pois gosto muito do computador e seus recursos infinitos. 

É muito importante o professor se capacitar através de cursos, orientações, leitura e qualquer tipo de informação a fim de melhorar sua prática docente com o objetivo de também estar melhorando o processo de ensino e de aprendizagem, desenvolvendo em nossos alunos as habilidades e competências de leitura e escrita. 

Espero que com esse curso: "Melhor Gestão, Melhor Ensino" possa estar aprendendo e interagindo com as várias realidades existentes na Diretoria de Adamantina, através de atividades norteadoras sobre o Currículo do Estado de São Paulo, com o intuito de melhorar o desempenho dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental na área de Língua Portuguesa.